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quarta-feira, 21 de agosto de 2013

“A verdade em si não existe; a maioria a define”.

por Valentina Vaz
 Existe uma coisa que, se a gente não deixar ninguém rouba: o nosso pensamento.
VVEstava aqui pensando, em terra de “tudo se vende”, será que todo mundo consegue enxergar a sutil indústria da “cultura fabricada”? Antes de conclusões precipitadas, não se trata de uma crítica, mas primeiramente de uma reflexão. Sabe porque? “A verdade em si não existe; a maioria a define.” Não se engane não, tem gente por aí, feito mosquinha, acompanhando até os nossos pensamentos, pra saber quais as matérias-primas da cultura a ser manufaturada. Foi-se o tempo da cultura artesanal, que nascia de uma ideia debaixo do chuveiro que, antes de mais nada, não era pra ser vendida, era pra ser sentida, inconscientemente nascia pra traduzir uma geração, brotava das sensações mais íntimas do ser.
Hoje não, os livros, as músicas, as roupas, os costumes e todo o resto, são produzidos em série, em larga-escala e não importa se são musicas monossilábicas, se são roupas que chegam somente até o n° 38, se são livros superficialmente comerciais, se gostamos ou não, se acrescenta alguma coisa a alma humana ou não. A gente não usa, ouve e lê aquilo que realmente pensa que quer, mas aquilo que decidem ser o que queremos e precisamos. Então, cuidado. Não nos tornemos fregueses da superficialidade cultural, procure se perguntar por que é que você está indo àquela festa ou está usando essa roupa. Existe uma coisa que, se a gente não deixar ninguém rouba: o nosso pensamento. É dele que é preciso cuidar, não deixe que joguem sementes, plante você mesmo as ideias que quer cultivar.
Lembranças saudosas à cultura da autonomia da vontade e à geração coca-cola cantada por Renato Russo.
Copiado do Blog da resenha geral em 21/08/2013

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